Resenha: O Paradoxo do Comediante (Diderot)

Atualizado: Mar 9

O livro trata de uma discussão entre duas pessoas sobre qual seria o modo ideal de ser

um comediante, um ator.

(Imagem Ilustrativa do livro)

Cada um traz uma visão diferente de como fazer arte. Por dentro todo o texto, basicamente, eles focam em uma única questão: a sensibilidade, ou a falta dela e como isso reflete na percepção do público sobre o que está sendo mostrado. Um dos pontos levantados pelo PRIMEIRO é bem interessante. Ele diz que o comediante precisa ser frio, insensível, para que não imite uma ação ou sentimento e sim que o viva. Que se fosse alguém sensível, a entrega seria imensa na primeira apresentação, mas o entusiasmo iria se perdendo com o tempo pois o comediante nunca deixou de ser ele mesmo no palco, ele não se entregou ao personagem e a história de quem está representando.

Em um momento do texto ele menciona que quando duas pessoas estão representando juntas e uma delas está imitando um comportamento, acaba ficando exagerado e chama mais atenção do que o que está realmente vivendo o que faz e o público acaba entendendo que o ator que vive é ruim e o que imita é bom. “Cabe ao sangue-frio temperar o delírio do entusiasmo.”